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O mundo das imagens – Satyaprem

 

 

Pergunta: O mundo da imagem é um mundo que é completamente usual na nossa sociedade. Será que de uma forma também, a gente vive na imagem?

Na verdade, a vida é que nem no cinema, se você entrar no cinema, senta e o que você vê, você abstrai, você entra numa história completamente ilusório, que é um jogo de luz, e que tem um conteúdo de emoção decodificado pelo seu cérebro. Você sente coisas que você já aprendeu a sentir. Aquelas imagens tem relevância para você.
Se você mostrar para um aborígene, imagens de um filme que você acha ‘demais’, ele não vai ter a menor referencia pra aquilo, ele não vai achar graça nenhuma, não existe informação, não existe decodificação. A menos que seja completamente abstrato, que entre no simples. Mas se entrou no complexo, a pessoa que não tem o código, não lê.
É uma linguagem. Então, na verdade, a gente vive um mundo de linguagem, a gente vive na linguagem.
Foi muito curioso, quando eu estudava comunicação, e lendo, acho que Bart, ele dizia: “Não existe nada fora da linguagem”. E eu fiquei pasmo com aquela afirmação porque eu olhava para as cadeiras e me perguntava: como, se essas cadeiras estão fora da linguagem?
E eu, devagarinho, recentemente, eu me dei conta que eu to sempre preso à linguagem. Cadeira não é o objeto em si, mas é a idéia na minha mente dela.
Então tudo está dentro da linguagem. Fora da linguagem não tem nada, por isso que eu não consigo descrever o processo, porque eu preciso da linguagem pra descrever uma coisa que não existe dentro da linguagem.
O nada, o vazio, a única correlação que você tem com o vazio a nível lingüístico é que é uma coisa a ser evitada. E o vazio existencial verdadeiro, aquele que é o vazio do Zen, que é o vazio que enche todas as coisas, ele não tem nada a ver com o que a linguagem te diz.
Então a linguagem das imagens é como se fosse contrária, é o inimigo do seu transcendente. Enquanto você fica preso à linguagem, você não vê aquilo que É.
Então a linguagem em certo momento, tem que ser rompida completamente, ela tem que entrar numa entropia total, ou seja, os conceitos começam a se bater uns nos outros, e eu fico em silencio, eu paro de tentar ir pela linguagem.
Nesse silencio existe uma possibilidade. É um portal. Eu diria que o silencio é o portal. E o final é a entrada e a saída. Se você entrar no silêncio, você chegou. Antes disso você tá preso na linguagem, naquilo que você imagina, porque a linguagem é imaginária: isso aqui é uma xícara e para quem isso é uma xícara? Pra nós, mas para uma pessoa que fala alemão e que não alcança a xícara, não existe esse código na cabeça dele e ele não sabe que aquele objeto que tu chama de xícara é xícara. Tem outro nome.
Então, as pessoas não se dão conta que vivem totalmente dentro, de molho na linguagem. É muito raro… Claro que existem aqueles momentos que no Zen é chamado de Satori, os vislumbres, que você se dá conta que aquilo que você está pensando não é o que é.
Muitas vezes você se dá conta… você pensa uma coisa e quando você vai medir o que você pensou com a realidade, não era nada daquilo que você estava pensando.
Isso aponta para o seguinte: se dar conta que existe uma outra realidade além do pensamento é fundamental.

Transcrito por: Silvana Pion
Blog: http://satyaprem.blogspot.com/
Site: http://www.satyaprem.com

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